quinta-feira, 4 de maio de 2017

DE PUNO À AREQUIPA NO PERU DÉCIMO PRIMEIRO DIA

  

Décimo primeiro dia

Hoje foi um dia diferente de todos. Apesar de acordarmos cedo, não saímos pela manhã em direção a Arequipa, distante cerca de 267Km, ainda bem que vamos fazer uma coisa diferente do que andar de moto.

Antes do Desayuno, Ricardo ligou para seu mecânico ai no Brasil, para saber e se certificar que os procedimentos adotados pelo mecânico peruano, seriam suficientes para garantir a viagem, uma vez que se acontecer alguma coisa novamente, dependendo da situação, estamos lascados. Ah! Você deve estar se perguntando o que é desayuno. Não é uma peça da moto do Ricardo, não né gente! Viu Webson! Engraçadinho, desayuno éo significado de café da manhã na língua espanhola, esse blog também é cultura.

Como as notícias foram boas para todos nós, pois não precisaríamos levar a moto na oficina, tomamos a direção da praça das armas para adquirir o SOAT, que é um seguro obrigatório aqui no Peru, mas todas as lojas que procuramos estavam fechadas. Para nossa surpresa encontramos um pessoal de Santa Catarina que estavam viajando de moto, eram três motociclistas, trocamos ideias e tiramos alguma fotos e então só nos restou cumprir o planejado que era ir fazer um passeio turístico nas ilhas flutuantes de Uros e foi muito fantástico.

Chegamos ao porto e logo embarcamos em um barco que nos levou em direção à ilha de Uros. O guia Luís nos ensinou algumas palavras do idioma usado pelo pessoal que mora lá, foi muito legal. Em Uros fomos recebidos pela presidenta e  algumas outras mulheres que mostraram o jeito de se construir as ilhas e ainda nos mostraram alguns artesanatos, além é claro de nos mostrar o interior de suas casas. Ainda no passeio, fomos de barco, construído em junco para outra ilha, onde carimbei meu passaporte, e tomei uma Inka Cola.
Acabado o passeio, fomos almoçar, hoje rolou uma truta com papas fritas. Terminado o almoço fomos fazer o SOAT, valor pago 97,00 Soles, por um período de 30 dias, tivemos que tirar cópias do passaporte e do documento da moto.

Enfim, partimos em direção a Arequipa por volta 15h38min, erros na caminho e pegamos a estrada já com um pouco de frio, mas já estamos acostumados. Foram quatro horas de viagem, pegando inclusive uma boa parte da noite para chegarmos aqui. Graças a Deus, correu tudo bem.

Chegamos a Arequipa por volta das 20h15min, um trânsito horroroso aqui, achamos um hotel rápido. Como almocei hoje, não vou querer sair, pois vou tomar um banho, escrever para o blog e dormir que amanhã vamos em direção as linhas de Nazca que são geóglifos e linhas direitas no deserto Peruviano, mas isso eu vou contar amanhã.  

Agora são 21h48min horas aqui em Arequipa, já no Peru, duas horas a menos que o Brasil, andamos 267kms hoje, abasteci cerca de 8,49 galões, o que equivale a 32,75 litros, muito para andar 267 Km, mas é que ontem cheguei com o tanque e o galão reserva vazio, temperatura ambiente por volta dos 12 graus, chegou a 4 graus na estrada, estava um pouco frio, mas agradável.

Beijos fiquem com Deus.

Vejam as fotos:









































quarta-feira, 3 de maio de 2017

DE COPACABANA NA BOLÍVIA À PUNO NO PERU DÉCIMO DIA




Décimo dia

Hoje estamos nos despedindo da Bolívia, esse país é uma república democrática, dividida em nove departamentos. Geograficamente, possui duas regiões distintas, o altiplano a oeste e as planícies do leste, cuja parte norte pertence à bacia Amazônica e a parte sul à Bacia do Rio da Prata, da qual faz parte o Chaco boliviano. É um país em desenvolvimento, com um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) médio e uma taxa de pobreza que atinge cerca de 60% da população. Dentre suas principais atividades econômicas, destacam-se a agricultura, silvicultura, pesca, mineração, e bens de produção como tecidos, vestimentas, metais refinados e petróleo refinado, segundo a Wikipédia, fascinante, que mistura belezas naturais com um ar de país subdesenvolvido, mas que nos surpreendeu a todos.

Feito o registro na aduana boliviana que não durou mais de dez minutos, fizemos ali mesmo o câmbio das moedas que tínhamos reais, bolivianos e dólares, por Nuevo Sol a moeda oficial do Peru.

Partimos então para a aduana peruana que na parte nossa de pessoa física foi muito tranquila, inclusive lá conhecemos uma garota francesa chama da Lucille, que está fazendo mochilão pela América dos sul. Mas o que mais chamou a atenção nossa foi o funcionário da aduana peruana, nos informar que o sistema estava fora do ar. Vocês já sabem o que ele queria não é? Dinheiro. Ficamos mais de duas horas nas tratativas que o Nilton teve com o sujeito e finalmente após pagarmos R$10,00 por moto fomos liberados para irmos em direção a Puno, seriam cerca de 150Km e no mais tardar duas da tarde estaríamos no nosso destino final de hoje.

Estávamos indo tranquilamente, quando a moto do Ricardo, simplesmente parou, parece que a correia dentada tinha dado algum problema, pois logo pela manhã em Copacabana, já tínhamos levado a moto dele para fazer uns ajustes.

Enfim, foram mais de quatro horas tentando conseguir, chaves especiais, transporte e mecânico, finalmente conseguimos em uma cidade a cerca de 5km de onde estávamos e a moto dele foi rebocada numa carretinha.

Chegamos a Puno por volta das 18h25minm e logo achamos um hostel para ficarmos. Já de praxe tomamos um banho e procuramos logo um lugar para, almoçar, lanchar e jantar ao mesmo tempo. Ah! ia me esquecendo, quando chegamos em Puno, Edison ficou para trás e nos perdemos, mas agora a noite chegou no Hostel, então tudo tranquilo mas um pouco tenso pela situação.

Agora são 22h08min horas aqui em Puno, já no Peru, andamos 200kms hoje, abasteci cerca de 5 litros,  temperatura ambiente por volta dos 15 graus estava um pouco frio, mas agradável.

Beijos fiquem com Deus.

Vejam as fotos:

















terça-feira, 2 de maio de 2017

DE LA PAZ À COPACABANA NA BOLÍVIA NONO DIA





Nono dia


Hoje posso dizer que foi um dia especial. Primeiro que acordei por volta das 04h30minmin da madrugada e logo cedo eu, Ricardo e Nilton, partimos para a Ruta De La Muerte/ Death Road/Estrada Da Morte, sem ao menos tomar um café, pois a ansiedade era tanta que nem esperamos os café da manhã no hotel. Vocês deve estar se perguntado, “UAI” (risos) onde o Edison está nessa aventura. Nosso companheiro Edison, resolveu ficar em La Paz para conhecer a cidade mais um pouco.

Logo no início do passeio, ainda por volta das 06h07minmin, fomos parados em um blitz da polícia boliviana, como já estamos acostumados, pegamos nossa autorização para trânsito e nossa carteira de habilitação, vocês já sabem que é pelo menos a décima vez que apresentamos a documentação, mas enfim partimos para a cidade de Coroico, para iniciarmos a subida da famosa Estrada da Morte.

Para se chegar a Coroico, enfrentamos uma estrada maravilhosa, não tem explicação a beleza que ela corta. Coisa de deixar qualquer um babando, são cerca de 120 Km de distância de La Paz, em uma estrada sinuosa, mas linda, não me canso de relatar.

Durante o trajeto até Coroico, enfrentamos temperaturas de um grau, mas compensou o frio.

Começamos a subida por volta das 08h:30min após um breve lanche no início da estrada. Nossa recomendação de nosso especialista Ricardo era para andarmos no em segunda marcha, pois em alguns trechos a largura máxima da estrada é de 3 metros, ou seja bobeou, cai no abismo.

Nosso ritmo de subida foi tranquilo, acho que levamos duas horas no máximo para chegar ao asfalto. Um comentário que foi comum a todos nós que enfrentamos a estrada, é que além de bonita, é também perigosa, mas um pouco curta, claro que em nossa opinião.

Logo após a subida, pegamos o caminho em direção a La Paz para irmos para Copacabana, situada às margens do Lago Titicaca, o maior lago navegável do mundo em altitude. Passamos por La Paz de forma tranquila, pensávamos que iria ser um caos atravessar o caótico trânsito da cidade, mas foi tranquilo.

A estrada que liga La Paz a Copacabana esta passando por reformas, está sendo duplicada, maravilha não é? Então, para se chegar a Copacabana, temos que atravessar o lago por balsa de um lado a cidade de Sã Pablo de Tiquina e do outro Sã Pedro de Tiquina, a balsa é um terror só, pois não sei ainda como navega (risos).

Chegamos a Copacabana por volta das 16h20minm e procuramos logo um lugar para tomar o café da manhã, almoçar, lanchar e jantar ao mesmo tempo como não tínhamos reserva e hotel, novidade (risos), buscamos logo um para tomar aquela ducha.

Agora são 22h:52min horas aqui em Copacabana, já na Bolívia, andamos 350 kms hoje, abasteci cerca de 13 litros, média de 26 Km/L, temperatura ambiente por volta dos 12 graus estava um pouco frio, mas agradável.


Beijos fiquem com Deus.

Vejam as fotos: