quinta-feira, 15 de junho de 2017

DE FIREBAUGH À LOVELOCK NOS EUA QUINQUAGÉSIMO SEGUNDO DIA






Quinquagésimo segundo dia.


Hoje é um dos grandes momentos de nossa viagem. Primeiro porque vamos conhecer a Golden Gate e segundo que hoje me separo do Nilton e do Ricardo.

Da separação conto depois. Primeiro vamos conhecer o diz a Wikipédia “ A Golden Gate Bridge (em português: Ponte Portão Dourado) é uma ponte localizada no estado da Califórnia, nos Estados Unidos, que liga a cidade de São Francisco a Sausalito, na região metropolitana de São Francisco, sobre o estreito de Golden Gate. A ponte é o principal cartão postal da cidade, uma das mais conhecidas construções dos Estados Unidos, e é considerada uma das Sete maravilhas do Mundo Moderno pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis.

A Golden Gate Bridge é uma ponte pênsil. Com 2737 metros de comprimento total, incluindo os acessos, e 1966 metros de comprimento suspenso, sendo a distância entre as duas torres de 1280 metros. Estas torres de suspensão, por sua vez, erguem-se a 227 metros acima do nível do mar, suportando os cabos que, nas pontes com esta arquitetura, suportam o tabuleiro suspenso. Isto significa que os dois cabos principais que a suportam têm de estar preparados para suportar todo o peso do tabuleiro e dos cabos que partem dos cabos principais. Cada um destes, por conseguinte, tem um diâmetro de 92 centímetros, sendo formado por 27572 cabos menores.

O nome da ponte foi escolhido em 1927, quando MM O'Shaughnessy, importante engenheiro de São Francisco mencionou a ponte como Golden Gate Bridge, referindo-se ao estreito. A dificílima tarefa de projetar tal estrutura ficou a cargo do alemão Joseph Strauss. Embora não tivesse nenhuma experiência com pontes suspensas, Strauss fechou contrato com a prefeitura e projetou a ponte que começou a ser construída em Janeiro de 1933 e concluída em 1937.”

Nossa! Como ela é bonita, fantástica. Vale a pena conhecer. Não só ela como a cidade de São Francisco, muito charmosa também. Ficamos muito emocionados, pois a ponte já era um destino traçado desde o início da viagem e valeu a pena. Depois de irmos e voltarmos na ponte, fomos almoçar. Hoje foi chique, almoçamos em um bistrô, comida francesa. O plat, du jour era uma pasta com frutos do mar; Espetacular e gostosa a comida. Depois do almoço fomos subir as ruas de São Francisco, onde geralmente filmam os carros voando ladeira abaixo. Pena que não aproveitei muito. Minha embreagem cada hora que passa fica ruim.

Depois do passeio, rumamos em direção a Vacaville, pois este será o último trecho que vamos andar juntos até a nossa volta. Como sabem, quando entrei nessa viagem, não tinha tempo hábil para solicitar o visto canadense no Brasil. Segundo informações de agências o visto demorava em torno de 40 dias para ser confirmado e esse tempo ultrapassava a data estipulada pelos outros participantes para o início. Minha opção, foi então, me juntar a eles e tentar o visto nos EUA. Infelizmente não consegui.

Confesso que hoje foi o pior dia dessa aventura. Me separar do Gaúcho já foi muito chato, pois gostava de nossa resenha no almoço e no café. Agora com os Catarinas, foi muito diferente. Estamos nessa viagem já fazem 49 dias. Um sentimento forte de amizade e respeito tomou conta do ambiente. Parece que somos amigos a muitos anos. Brincadeiras, xingamentos e gozação fizeram parte de nossa viagem.

Hoje quando emparelhei com o Nilton e ele me deu um até logo e depois o Ricardo gritou no intercomunicador, meus olhos ficaram marejados. Quem me conhece sabe como sou. Sentimental até mandar parar. Mas enfim,  AAAAALLLLASSSSSKKKKKKKKAAAAAAA! Esse foi o grito que dei. Estou com eles, em pensamento e com minha camiseta que pedi para levar e pregar no Alaska. Daqui há alguns dias vamos estar juntos se Deus quiser e ele quer.Agora é tomar rumo de Connecticut, para visitar o meu amigo Rangel, Grazi e conhecer a Manu. Vamo que Vamo.

Segui viagem pela route 80 que vai me levar até Nova York, peguei um trânsito danado, mas as belas paisagens compensaram.

Agora uma coisa que senti falta foi o GPS do Nilton (risos) como ele era bom para achar hotel. Custei a achar. Ou estavam lotados ou o preço era nas alturas. Finalmente consegui achar um motel aqui em Lovelock.

Hoje rodamos, cerca de 461 milhas o equivale a 740 Km. Agora são 22H:21min, aqui em Lovelock, no Estado de Nevada, nos Estados Unidos. Aqui está com quente em torno dos 24 graus.


Beijos fiquem com Deus.



Vejam as fotos:









































































































































































































































quarta-feira, 14 de junho de 2017

DE LOS ANGELES À FIREBAUGH NOS EUA QUINQUAGÉSIMO PRIMEIRO DIA






Quinquagésimo primeiro dia.


Hoje acordei tenso. Essa história da embreagem da M está me deixando com os cabelos em pé. Só de pensar que vou “morrer” numa grana não programada, já fico com vontade de ir no banheiro toda hora.

Vamos lá enfrentar a onça. Saímos em direção a concessionária da BMW que fomos ontem, mas que estava fechada. Lá só abre a oficina depois da 09H:00, portanto temos tempo para chegar e com sobra. Espero que o serviço não seja demorado.

Ontem, combinamos Eu e o Nilton de trocar o óleo do cardam. Além disso, também iria mandar verificar o sensor do ABS, pois desde a Bolívia que estou andando com a luz vermelha do ABS acessa, ou seja, sem o Antiblockier-Bremssystem. Tá bom! Eu sei que é perigoso, mas não deu para arrumar nas duas concessionárias que passei, uma no México e outra nos EUA.

Voltando ao relato do dia, chegamos quinze minutos mais cedo na BMW, ontem quando voltávamos de lá, vimos que entre a última faixa da esquerda e a penúltima é possível andar. Está achando que é mentira? Então vem aqui para ver. E lá fomos nós no corredor, igualzinho motoboys ai no Brasil, por isso chegamos cedo. Eu particularmente agradeci a descoberta, senão iria passar apertado. Minha moto em determinados momentos, não encaixa o neutro. Ai o jeito é desligar.

Esperamos cerca de trinta minutos para sermos atendidos. Nilton espumava, reclamando que no Brasil é diferente. Realmente é diferente. A língua facilita a comunicação e o xingamento. Aqui é diferente. Tem uma recepcionista que chega os dados da moto e ouve o que você quer fazer. Agora pergunta se o Nilton concordou com isso. Melhor não.

Feito o levantamento dos serviços, lá vem a parte ruim da coisa. A troca de óleo da moto do Nilton ficou barato. Já a minha só de peças, a fatura chegava a $1.447,00 doletas. Quase que o coração parou. Só de peças mais de R$4.700,00, não vou “guentar” (risos). Ai vem ela com a outra parte. A mão de obra, mais $1.600,00 doletas. Meu Deus! Me segura que vou desmaiar. 
Convertendo para real mais R$5.200,00. Para! Não vou fazer o serviço, foi o que falei para o Nilton e o Ricardo. $3.000,00 doletas é o dinheiro que tenho disponível.

Resumo da opera, vamos trocar o óleo do cardam, completar o óleo da embreagem, porque uma coisa que reparei é que a tampa do reservatório estava úmida e é por lá que esta entrando o ar no sistema. Agora lá vem a moça com um novo orçamento. Ai sim $150,00 doletas. E ainda vão fazer uma troca da bomba de combustível por estar a moto num processo de recall.

Já se passaram mais de três horas que estamos aqui. Vamos ali almoçar, se é que comer um chips e tomar um suco é almoço, ou mesmo comer um sanduíche no Subway. Já não aquento mais comer sanduíche. E olha que tomamos um café da manha com Donuts lá pelas 10H:00.

Voltamos à oficina e estavam mexendo no sensor do ABS. Já vi que vai dar M..., lá vem a moça novamente, agora com um sensor na mão e um papel na outra. Nem vi o sensor direito vi o número que estava no papel $265,00 doletas. Ai meu Deus! Já não aguento mais falar em doletas. Respondi Ok pode trocar. A falta de ABS estava me incomodando muito.

Quero abrir um parênteses aqui e agradecer o apoio do meu amigo Giovani. Amigo bom é assim solidário. Obrigado meu querido. Seu apoio foi fundamental.Também ao Augusto do grupo Scarpas de Moto. Obrigado pelas informações e apoio;Também ao Webson, pela sugestão. ]Ao Juninho que me mandou mensagem no Zap me tranquilizando.

Fechada a conta, tomamos rumo de São Francisco na Califórnia. Estrada cheia novamente. Mas dava para desenvolver bem. Nos primeiros cem quilômetros reparei que na tampa do reservatório da embreagem, havia um líquido. PQP, não acredito que esse povo não sabe fechar uma tampa corretamente. Já são três oficinas da BMW aqui na América do Norte que fazem essa cagada. Sabe o que significa a P@3#@@ da tampa mal fechada. Embreagem ruim novamente. Quando chegar ao Brasil farei uma reclamação no SAC da BMW, não tem condição isso;

Paramos para abastecer, comer sanduíche. É tive que comer. Não tinha nada melhor no posto. Nilton colocou uma SilverTape no reservatório, depois que tirei a tampa e fechei novamente. Mas não adiantou nada. Tem que tirar o ar que entrou. Vou ver no Youtube como se faz.

Para terminar, achei uma coisa estranha hoje. Nilton e Ricardo ficaram me gozando. Mas o céu estava claro e vi, um pequeno rastro no céu. Sabe aquele rastro que o avião deixa no céu? Então era parecido com aquilo. Só que de repente o rastro desapareceu. Achei esquisito, mas logo mais um pouco a frente o rastro apareceu em sentido contrário. Nossa! Fiquei doido. Acelerei e mostrei ao Ricardo e depois ao Nilton. Acho que o Ricardo filmou, vamos ver depois. Agora quando paramos no posto os dois começaram a me gozar, falando que era avião. Sei lá o rastro era pequeno e desaparecia muito rápido. Alguém pode me ajudar a explicar isso? Aguardo informações.

Hoje rodamos, cerca de 246 milhas o equivale a 415 Km Agora são 23H:32min, aqui em Firebaugh, no Estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Aqui está com quente em torno dos 27 graus.


Beijos fiquem com Deus.



Vejam as fotos: