Trigésimo primeiro dia.
Hoje vamos fazer uma coisa diferente. Primeiro vamos fazer um city tour pela
cidade, naqueles ônibus turísticos.
Esperamos chegar 08H:30min para pegarmos o ônibus. Azar dele. Não mereceu a
nossa presença
Aproveito nesse momento e falei, porque não pegamos um táxi, vai ser
divertido.
E lá vamos nós procurando um táxi,. Então é que encontramos um motorista
fantástico, também com o nome dele, Rogélio . Foi muito cordial, aproveitem se
vierem ao Panamá para anotar o numero dele.
E lá vamos nós para fazer o passeio turístico, de táxi é bem melhor, afinal
de contas o calor aqui é insuportável. O passeio incluiu o Canal do Panamá, a
ponte das Américas, as ilhas interligadas com os resíduos sólidos do canal, um
tour pela cidade antiga e como tínhamos que voltar rápido para o hotel pois
ainda íamos almoçar e fazer o check out, ficou por isso mesmo.
Putz!, como é bonito o canal, vejam as fotos. A cidade do panamá me
surpreendeu muito, senão me engano já vi um documentário do Discovery, se
quiserem assistir recomendo.
Saímos do hotel por volta das 13H:30min, e lá vamos nós pela carretera, na
velocidade que estamos acostumados nos outros países por onde passamos e, não
mais que de repente um policial de trânsito fez um sinal com as duas mãos para
o Nilton. Vixi Maria!, pensei comigo, vamos levar multa. Nilton passou voando
pelo militar e ai sobrou para mim e Ricardo sermos parados.
Lá vem o guarda, todo sério, falando que estávamos andando a milhão. Ai pensei
comigo. Fudeu (risos). Logo joguei um “H” nele falando que estávamos a 110 km
por hora e que segundo informações recebidas era essa a velocidade da auto
pista. O militar, simplesmente, falou que não, que a velocidade naquele trecho
era de 80 KM e que iríamos ser multados em US$75,00. Pois é, iríamos, não
fomos. Cheguei perto do cidadão e perguntei se ele não podia levar em
consideração que éramos estrangeiros e que em nosso país a velocidade normal
nas estradas é de 110 Km /H, foi ai que o austero policial, falou que sim, mas
que iria cobrar ali naquele momento, US$ 20,00 de cada um, inclusive do Nilton
que no momento estava escondido a cerca de 200 metros de onde estávamos. Fui
até o Ricardo e já com a nota de US$20,00 na mão, falei sobre o valor do achaque,
Ricardo ponderou e falou para eu dar apenas US$40,00. No final das contas o
corrupto, levou nossos quarenta.
Lá fomos Eu e o Ricardo encontrar com o Nilton, paramos mais a frente para
discutir a situação. Foi quando o Nilton falou que não parava, e que era para
nós dois o seguirmos com uma certa distância, para verificar se tinha policial.
Seguíamos pela rodovia, quando novamente um policial fez sinal para o
Nilton. Advinha se ele parou. Não. Nem Eu, sobrou para o Ricardo.Paramos Eu e o
Nilton fora da estrada esperando o Ricardo, quando após 12 minutos ele passou
voando. Seguimos o alvo da operação policial do Panamá, quando novamente vimos
o Ricardo ser parado, por outro policial. Mais uma vez esperamos o Ricardo,
dessa vez na própria rodovia. Para resumir a história, Ricardo foi parado, três
vezes, nas duas últimas mandou os caras multarem, pois não tinha mais dinheiro,
e por fim foi liberado. Quando nos encontrou, fiz a proposta de pararmos para
lanchar e rodarmos a noite, pois não teríamos mais sossego durante o dia, e foi
o que aconteceu. Como diria Boris Casoy, ISSO É UMA VERGONHA!
Agora são 19H:52min, aqui em David, no Panamá, a temperatura deve esta por
volta dos trinta graus, calor suportável. Amanhã vamos em direção à Costa Rica.
Beijos fiquem com Deus.
Vejam as fotos: