segunda-feira, 1 de maio de 2017

DE COCHABAMBA À LA PAZ NA BOLÍVIA OITAVO DIA





Oitavo dia

Madrugamos novamente. Tomamos aquele café maravilhoso, teve gente que até fez um sanduíche para a viagem e logo logo, já saímos do hotel a procura de um posto de gasolina.

Já abastecidos, partimos em direção a La Paz. Eu na verdade, estava ansioso, para subir a segunda parte da cordilheira dos Andes. Toda vez que olho para ela me lembro do filme Sobrevivente dos Andes, que foi um filme sobre o ” voo fretado que transportava 45 pessoas, incluindo uma equipe de rugby, seus amigos, familiares e associados que caiu na Cordilheira dos Andes em 13 de outubro de 1972. Mais de um quarto dos passageiros morreram no acidente e vários sucumbiram rapidamente devido ao frio e aos ferimentos. Dos 29 que estavam vivos alguns dias após o acidente, oito foram mortos por uma avalanche que varreu o seu abrigo. O último dos 16 sobreviventes foi resgatado em 23 de Dezembro de 1972, mais de dois meses após o acidente (1). Mas enfim minha aventura não tem nada a ver com isso, mas serve para a curiosidade de alguns.

Já na saída de Cochabamba, que me surpreendeu pela sua beleza e pela limpeza da cidade, vimos enormes esculturas que me fez tomar gosto pela cidade, além é claro que ao fundo tem um pico nevado que é de encher os olhos.

Não tenho palavras para descrever a sensação de subir a cordilheira. É algo maravilhoso, indescritível que deixa boquiaberto o mais incrédulo dos mortais que aqui passam pilotando uma motocicleta. Dá uma vontade danada de parar em cada um dos pontos bonitos, mas se for assim, só chegaria a La Paz no ano de 2030. Uma outra coisa que me chamou a atenção, foram a quantidade de cachorros que estão a beira da estrada. Não é nos lugarejos não, é na estrada mesmo, parecem abandonados, uma covardia.

Não preciso dizer que na subida da Cordilheira, começamos com quinze graus de temperatura, quando acordei fazia nove graus. Já na primeira etapa passou dos quinze para 12 graus e a cada subida sentia que a temperatura abaixava, chegando em alguns pontos a quatro graus. Isso gente era o que o marcador de temperatura da M marcava, imagina a sensação térmica. Melhor não né?

A rodovia que corta a cordilheira, vem sofrendo intervenções em toda a sua extensão, pegamos asfalto ruim, quebrado, rípio, poeira enfim tudo que é possível em uma rodovia, mas isso não estava importando no momento. A melhor coisa que tínhamos para fazer era curtir esse nosso momento único.

Quando entramos na rodovia Bolívia 1, já com pista duplicada, eu estava todo satisfeito, pois a moto já tinha andado cerca de 300 km com um tanque de combustível, mas duas coisas importantes aconteceram, primeiro a distância informada no painel da moto, simplesmente nos enganou, pois tivemos que procurar com urgência um posto de gasolina. A outra foi a sonolência que nos pegou de jeito, coisa incrível, será que são os efeitos da altitude?

Chegamos a La Paz por volta das 14h:30min e como não tínhamos reserva e hotel, buscamos logo um para tomar aquela ducha e depois partir para almoçar, lanchar e jantar ao mesmo tempo.

La Paz está entre um vale profundo rodeado por montes e montanhas de grande altitude pertencentes à Cordilheira dos Andes, está a 3.660 metros de altitude (1).

Ainda não vi o trânsito aqui, pois hoje também é feriado. Quero ver amanhã cedo.

Agora são 20:45m horas aqui La Paz, já na Bolívia, andamos 400kms hoje, abasteci cerca de 16 litros, média de 25 Km/L, temperatura ambiente por volta dos 12 graus estava um pouco frio, mas agradável.


fonte: (1) Wikipédia a enciclopédia livre 

Beijos fiquem com Deus.

Vejam as fotos:
















domingo, 30 de abril de 2017

DE PORTACHUELO Á COCHABAMBA NA BOLÍVIA SÉTIMO DIA




Sétimo dia


Madrugamos nesse sétimo dia. Nosso objetivo era chegar a La Paz a cerca de 750Km de onde dormimos. Já eram 6:12min quando chamei o responsável pelo hotel para abrir a garagem. Coitado do homem levantou com uma cara de sono danado, também pudera hoje é domingo e dia de descansar bastante. Mas não é o caso.

Nosso combinado ontem foi que andaríamos a uma velocidade de cruzeiro por volta dos 130km/h, isso se a rodovia permitisse. Não foi o caso, alem de estreita, estava cheio de buracos que nos impossibilitavam de andar mais rápido. Fazer o que né?

Andando na rodovia, que parece que vai ser duplicada, existem vários pontos de controle da polícia boliviana, e não é que fomos parados novamente. O militar muito educadamente, solicitou que cada um de nós encostássemos as motos e apresentassem, a carteira de habilitação e o documento que nos permite andar pela Bolívia. Documentos apresentados, o cidadão boliviando, simplismente nos pediu o triângulo porque nosso veículo era automotor, além da caixa de medicamentos (risos). Não acreditei, falei como Ricardo e com o Edison, enquando o Nilton conversava com o policial, que eles estavam de brincadeira e que era novamente uma forma de nos tomar dinheiro. Para encurtar a historia Nilton, explicou àquele preocupado policial, que tínhamos consultado todos os consulados antes de viajar e que o pedido que ele nos fazia, não estava nos itens necessários para a viagem, mas para mostrar uma certa compreensão, Nilton mostrou sua caixa de remédios e fomos liberados.

Voltando para a estrada esburacada, começamos a subir a rodovia e era subida que não acaba mais. Acho que chegamos a mais de 4.000 metrosde altidude. Em uma parada que fizemos Edison, nos informou que tinha caído em um buraco e que sua roda traseira estava amassada e que seria necessário pararmos em Cochabamba para procurarmos alguém que pudesse ajudar no conserto da roda.

Como chegamos por volta das 14:00 horas e a ida a La Paz já estava comprometida, resolvemos ficar aqui, mesmo porque ao procurarmos ajuda, uma motociclista aqui da cidade, nos informou que havia rípio em alguns lugares da rodovia e lodo também. Então para não corrermos o risco, melhor ficar por aqui. Além disso, Edison, resolveu não mais mexer na roda e então amanhã estaremos em La Paz.

Agora são 19 horas aqui Cochabamba, já na Bolívia, andamos 400kms hoje, abasteci cerca de 16,59 litros, média de 24,11Km/L, temperatura ambiente por volta dos 12,5 graus estava um pouco frio, mas agradável.

Beijos fiquem com Deus.

Vejam as fotos



















DE ROBORÉ Á PORTACHUELO NA BOLÍVIA SEXTO DIA

  


Sexto dia

Ontem quando chegamos no hotel na cidade de Roboré, pensei logo que não ia ser fácil a noite, primeiro por estar ainda agitado com os acontecimentos do dia e depois por pensar que nosso café da manhã não seria lá grandes coisas. Confesso que quebrei a cara com as duas situações, primeiro porque dormi como uma pedra e segundo que o café da manhã, apesar de simples foi muito bom.

Saímos de Roboré, por volta das 07h53minm com destino a Santa Cruz de Lá Sierra a cerca de 500 km, ou seja a viagem não seria muito longa mais também não seria curta. O que não incomodava é que a estrada era espetacular e já tínhamos combinado que a velocidade de cruzeiro seria por volta dos 130km/h, que foi ajustada pelo Edison, para 132Km por ele entender que faria a diferença no final. Pode isso? Brincadeirinha (risos).
Como falei a estrada é simplesmente, tudo de bom para pilotar. Primeiro por ser de concreto e segundo pelas belas paisagens que ela nos proporciona. E foi em uma dessas paisagens maravilhosas que nos deparamos com o que os bolivianos chamam de Torre de David e que o site http://www.boliviaturismo.com.bo/chochis.php , trás a seguinte informação:

“Localizado a 2 km e 300 metros da aldeia. A torre tem uma distância de 800 metros de circunferência. É um ícone da Chochís ea Prefeitura de Roboré que amam e estranhos pela cor avermelhada e solidão. Hoje pode fazer subir a própria cimeira. Ao pé da rocha imponente está localizado na, Santuário Mariano de la Torre, lugar de fé e devoção construído por artesãos locais que têm todos feitos neste site, um museu religioso que a pena admirar. Cada 15 de Agosto e uma igreja de peregrinação em honra da Virgem de Asunta, Chochís e portão de proteção é feito, e milhares de devotos que vêm de diferentes partes da Bolívia.”

A experiência foi sensacional, pois encontramos um grupo de jovens que faziam um retiro e nos receberam de forma carinhosa. Aos meus companheiros após a visita, falei que não tem dinheiro no mundo que paga a experiência que tivemos.

Depois do Santuário, partimos em direção a Santa Cruz de La Sierra, onde chegamos por volta das 15:41. Como a gasolina já estava no final, aproveitamos para abastecer as motos, onde encontramos dois brasileiros que estavam na cidade para estudar Medicina. Agora não me lembro o nome deles, mas sei que um vai fazer opção por Oftalmologia e ou outro por Gastro.

Depois do abastecimento fomos a um restaurante para almoçarmos e depois iríamos para uma concessionária BMW, pois um dos faróis auxiliares da moto do Nilton estava queimado e meu para barro, estava faltando um parafuso. Infelizmente a concessionária não estava mais no local indicado pelo GPS e seguimos então em direção a Cochabamba. Nossa intenção era dormir na saída da cidade, mas seguimos em frente por não encontramos hotel.

Em Moreno a cidade mais próxima não encontramos hotel e após conversarmos decidimos que iríamos para Cochabamba. No meio do caminho o Edison nos chamou e falou que estava com receio do trajeto, uma vez que já estava escurecendo e a estrada era estreita. Nova discussão, quando resolvi parar um senhor que vinha em um pequena motocicleta, se teria mais alguma cidade a frente. A resposta veio rápida Portachuelo, perguntamos se tinha hotel e ele respondeu que sim e para nos ajudar nos levou até lá.

Agora são 22 horas aqui Portachuelo, já na Bolívia, andamos 470kms hoje, abasteci cerca de 26,72 litros, média de 17,58Km/L, temperatura ambiente por volta dos 28 graus estava um pouco quente, mas agradável.

Beijos fiquem com Deus.

Vejam as fotos
















sábado, 29 de abril de 2017

DE CORUMBÁ – MS À ROBORÉ NA BOLÍVIA QUINTO DIA




Quinto dia


Hoje acordei mais aliviado, afinal de contas meus companheiros de viagem Nilton, Edison e Ricardo, chegaram ontem a noite. Não tenho com o falar de pessoas que acabei de conhecer, mas como todos falam essa raça que anda de motocicleta é muito doida. Se alguém nos visse conversando no bar ontem a noite, iria dizer com toda certeza que éramos amigos de longa data. A relação de motociclistas é uma coisa indescritível.

Como combinado na noite anterior, nosso dia começou cedo, pois teríamos que passar na aduana brasileira para apor um carimbo no passaporte e em seguida providenciarmos nossa entrada em território boliviano na aduana daquele país.

Saímos do Hotel por volta das 08h00minh, abastecemos as motos, sendo que nesse momento, Eu e o Ricardo também enchemos os galões reservas, o Nilton não precisava de galão adicional, pois a moto tem um tanque de combustível enorme, já o Edison, segundo fiquei sabendo depois, não encheu os galões reservas, porque não consegui soltá-los. 

Após o abastecimento fomos diretos para a aduana do Brasil, estacionamos as motos no lado brasileiro e fomos atendidos tranquilamente após preenchermos um formulário de saída e em seguida liberados para o registro na Bolívia.


Ao chegarmos à aduana boliviana, que fica a cerca de 300 metros, nos deparamos com um fila enorme, para os trâmites de entrada. Entramos na enorme fila para o registro de entrada; E lá estávamos nós conversando com um e com outro, quando o Nilton foi até a sala de um funcionário boliviano e conseguiu que fossemos atendidos fora da fila, o que agilizou o processo do preenchimento do formulário 249 e do carimbo de entrada em nossos passaportes. O próximo passa era levar a moto até a outra repartição e solicitar no policial que fizesse a vistoria nelas para seguirmos nossa viagem. Para surpresa geral, tivemos que preencher o formulário 250 e ainda tirar cópia, do carimbo da aduana brasileira, do comprovante do formulário 249, do documento da moto e das páginas com a foto no passaporte (esses últimos já tínhamos as cópias). Terminado o processo, fomos informados que deveríamos passar na polícia de trânsito em Puerto Soares, para pegar uma outra autorização para andarmos pelo país. Que burocracia é essa minha gente!.

Após todo o trâmite burocrático, resolvemos voltar a Corumbá para lanchar, o que acabou sendo um almoço, pois já eram cerca de meio dia e a fome já incomodava. Aproveitei a ida a Corumbá e fui ao banco para retirar dinheiro para fazer o câmbio na Bolívia, O valor pago por cada real no câmbio foi de $b2,15. Feito o câmbio nos dirigimos ao posto policial para pegarmos a tal autorização.

Chegamos no posto e fomos recebidos pelo oficial de plantão que nos cobrou a singela tarifa de $b50,00 pela a nova autorização. Enquanto a autorização era confeccionada, começamos a tirar algumas fotos como lembrança. Confesso que foi engraçada essa parte, como “moleques” que somos, começamos a tirar foto com o boné do policial, dentro da delegacia e depois em frente ao símbolo na parte externa. (risos). Quando a farra acabou nos dirigimos à carretera e partimos em direção a Santa Cruz de La Sierra, por volta das 14h30min.



A estrada é muito boa, muitas retas, mas um pouca perigosa, visto que inúmeros animais, ficam soltos pela rodovia.

Andamos cerca de três horas, até chegarmos à cidade de Roboré, sendo que no trecho final, estava andando a 80km por hora, uma vez que minha gasolina estava dando sinais de acabar o que não aconteceu, graças a Deus.

Bom, uma coisa que gostaria de relatar aqui como diferencial, é o preço da gasolina cobrada de estrangeiros, pula de cerca de $b3,78, o equivalente a R$1,75 para $b8,68, que se aplicarmos a taxa de cãmbio equivale a R$4,03 um verdadeiro absurdo, mas está valendo.

Agora são 22h59min horas aqui Roboré, já na Bolívia, andamos 280kms hoje, abasteci cerca de 18,44 litros, média de 15,21Km/L, temperatura ambiente por volta dos 28 graus estava um pouco quente, mas agradável.

Beijos fiquem com Deus.

Vejam as fotos