terça-feira, 2 de maio de 2017

DE LA PAZ À COPACABANA NA BOLÍVIA NONO DIA





Nono dia


Hoje posso dizer que foi um dia especial. Primeiro que acordei por volta das 04h30minmin da madrugada e logo cedo eu, Ricardo e Nilton, partimos para a Ruta De La Muerte/ Death Road/Estrada Da Morte, sem ao menos tomar um café, pois a ansiedade era tanta que nem esperamos os café da manhã no hotel. Vocês deve estar se perguntado, “UAI” (risos) onde o Edison está nessa aventura. Nosso companheiro Edison, resolveu ficar em La Paz para conhecer a cidade mais um pouco.

Logo no início do passeio, ainda por volta das 06h07minmin, fomos parados em um blitz da polícia boliviana, como já estamos acostumados, pegamos nossa autorização para trânsito e nossa carteira de habilitação, vocês já sabem que é pelo menos a décima vez que apresentamos a documentação, mas enfim partimos para a cidade de Coroico, para iniciarmos a subida da famosa Estrada da Morte.

Para se chegar a Coroico, enfrentamos uma estrada maravilhosa, não tem explicação a beleza que ela corta. Coisa de deixar qualquer um babando, são cerca de 120 Km de distância de La Paz, em uma estrada sinuosa, mas linda, não me canso de relatar.

Durante o trajeto até Coroico, enfrentamos temperaturas de um grau, mas compensou o frio.

Começamos a subida por volta das 08h:30min após um breve lanche no início da estrada. Nossa recomendação de nosso especialista Ricardo era para andarmos no em segunda marcha, pois em alguns trechos a largura máxima da estrada é de 3 metros, ou seja bobeou, cai no abismo.

Nosso ritmo de subida foi tranquilo, acho que levamos duas horas no máximo para chegar ao asfalto. Um comentário que foi comum a todos nós que enfrentamos a estrada, é que além de bonita, é também perigosa, mas um pouco curta, claro que em nossa opinião.

Logo após a subida, pegamos o caminho em direção a La Paz para irmos para Copacabana, situada às margens do Lago Titicaca, o maior lago navegável do mundo em altitude. Passamos por La Paz de forma tranquila, pensávamos que iria ser um caos atravessar o caótico trânsito da cidade, mas foi tranquilo.

A estrada que liga La Paz a Copacabana esta passando por reformas, está sendo duplicada, maravilha não é? Então, para se chegar a Copacabana, temos que atravessar o lago por balsa de um lado a cidade de Sã Pablo de Tiquina e do outro Sã Pedro de Tiquina, a balsa é um terror só, pois não sei ainda como navega (risos).

Chegamos a Copacabana por volta das 16h20minm e procuramos logo um lugar para tomar o café da manhã, almoçar, lanchar e jantar ao mesmo tempo como não tínhamos reserva e hotel, novidade (risos), buscamos logo um para tomar aquela ducha.

Agora são 22h:52min horas aqui em Copacabana, já na Bolívia, andamos 350 kms hoje, abasteci cerca de 13 litros, média de 26 Km/L, temperatura ambiente por volta dos 12 graus estava um pouco frio, mas agradável.


Beijos fiquem com Deus.

Vejam as fotos:








































segunda-feira, 1 de maio de 2017

DE COCHABAMBA À LA PAZ NA BOLÍVIA OITAVO DIA





Oitavo dia

Madrugamos novamente. Tomamos aquele café maravilhoso, teve gente que até fez um sanduíche para a viagem e logo logo, já saímos do hotel a procura de um posto de gasolina.

Já abastecidos, partimos em direção a La Paz. Eu na verdade, estava ansioso, para subir a segunda parte da cordilheira dos Andes. Toda vez que olho para ela me lembro do filme Sobrevivente dos Andes, que foi um filme sobre o ” voo fretado que transportava 45 pessoas, incluindo uma equipe de rugby, seus amigos, familiares e associados que caiu na Cordilheira dos Andes em 13 de outubro de 1972. Mais de um quarto dos passageiros morreram no acidente e vários sucumbiram rapidamente devido ao frio e aos ferimentos. Dos 29 que estavam vivos alguns dias após o acidente, oito foram mortos por uma avalanche que varreu o seu abrigo. O último dos 16 sobreviventes foi resgatado em 23 de Dezembro de 1972, mais de dois meses após o acidente (1). Mas enfim minha aventura não tem nada a ver com isso, mas serve para a curiosidade de alguns.

Já na saída de Cochabamba, que me surpreendeu pela sua beleza e pela limpeza da cidade, vimos enormes esculturas que me fez tomar gosto pela cidade, além é claro que ao fundo tem um pico nevado que é de encher os olhos.

Não tenho palavras para descrever a sensação de subir a cordilheira. É algo maravilhoso, indescritível que deixa boquiaberto o mais incrédulo dos mortais que aqui passam pilotando uma motocicleta. Dá uma vontade danada de parar em cada um dos pontos bonitos, mas se for assim, só chegaria a La Paz no ano de 2030. Uma outra coisa que me chamou a atenção, foram a quantidade de cachorros que estão a beira da estrada. Não é nos lugarejos não, é na estrada mesmo, parecem abandonados, uma covardia.

Não preciso dizer que na subida da Cordilheira, começamos com quinze graus de temperatura, quando acordei fazia nove graus. Já na primeira etapa passou dos quinze para 12 graus e a cada subida sentia que a temperatura abaixava, chegando em alguns pontos a quatro graus. Isso gente era o que o marcador de temperatura da M marcava, imagina a sensação térmica. Melhor não né?

A rodovia que corta a cordilheira, vem sofrendo intervenções em toda a sua extensão, pegamos asfalto ruim, quebrado, rípio, poeira enfim tudo que é possível em uma rodovia, mas isso não estava importando no momento. A melhor coisa que tínhamos para fazer era curtir esse nosso momento único.

Quando entramos na rodovia Bolívia 1, já com pista duplicada, eu estava todo satisfeito, pois a moto já tinha andado cerca de 300 km com um tanque de combustível, mas duas coisas importantes aconteceram, primeiro a distância informada no painel da moto, simplesmente nos enganou, pois tivemos que procurar com urgência um posto de gasolina. A outra foi a sonolência que nos pegou de jeito, coisa incrível, será que são os efeitos da altitude?

Chegamos a La Paz por volta das 14h:30min e como não tínhamos reserva e hotel, buscamos logo um para tomar aquela ducha e depois partir para almoçar, lanchar e jantar ao mesmo tempo.

La Paz está entre um vale profundo rodeado por montes e montanhas de grande altitude pertencentes à Cordilheira dos Andes, está a 3.660 metros de altitude (1).

Ainda não vi o trânsito aqui, pois hoje também é feriado. Quero ver amanhã cedo.

Agora são 20:45m horas aqui La Paz, já na Bolívia, andamos 400kms hoje, abasteci cerca de 16 litros, média de 25 Km/L, temperatura ambiente por volta dos 12 graus estava um pouco frio, mas agradável.


fonte: (1) Wikipédia a enciclopédia livre 

Beijos fiquem com Deus.

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domingo, 30 de abril de 2017

DE PORTACHUELO Á COCHABAMBA NA BOLÍVIA SÉTIMO DIA




Sétimo dia


Madrugamos nesse sétimo dia. Nosso objetivo era chegar a La Paz a cerca de 750Km de onde dormimos. Já eram 6:12min quando chamei o responsável pelo hotel para abrir a garagem. Coitado do homem levantou com uma cara de sono danado, também pudera hoje é domingo e dia de descansar bastante. Mas não é o caso.

Nosso combinado ontem foi que andaríamos a uma velocidade de cruzeiro por volta dos 130km/h, isso se a rodovia permitisse. Não foi o caso, alem de estreita, estava cheio de buracos que nos impossibilitavam de andar mais rápido. Fazer o que né?

Andando na rodovia, que parece que vai ser duplicada, existem vários pontos de controle da polícia boliviana, e não é que fomos parados novamente. O militar muito educadamente, solicitou que cada um de nós encostássemos as motos e apresentassem, a carteira de habilitação e o documento que nos permite andar pela Bolívia. Documentos apresentados, o cidadão boliviando, simplismente nos pediu o triângulo porque nosso veículo era automotor, além da caixa de medicamentos (risos). Não acreditei, falei como Ricardo e com o Edison, enquando o Nilton conversava com o policial, que eles estavam de brincadeira e que era novamente uma forma de nos tomar dinheiro. Para encurtar a historia Nilton, explicou àquele preocupado policial, que tínhamos consultado todos os consulados antes de viajar e que o pedido que ele nos fazia, não estava nos itens necessários para a viagem, mas para mostrar uma certa compreensão, Nilton mostrou sua caixa de remédios e fomos liberados.

Voltando para a estrada esburacada, começamos a subir a rodovia e era subida que não acaba mais. Acho que chegamos a mais de 4.000 metrosde altidude. Em uma parada que fizemos Edison, nos informou que tinha caído em um buraco e que sua roda traseira estava amassada e que seria necessário pararmos em Cochabamba para procurarmos alguém que pudesse ajudar no conserto da roda.

Como chegamos por volta das 14:00 horas e a ida a La Paz já estava comprometida, resolvemos ficar aqui, mesmo porque ao procurarmos ajuda, uma motociclista aqui da cidade, nos informou que havia rípio em alguns lugares da rodovia e lodo também. Então para não corrermos o risco, melhor ficar por aqui. Além disso, Edison, resolveu não mais mexer na roda e então amanhã estaremos em La Paz.

Agora são 19 horas aqui Cochabamba, já na Bolívia, andamos 400kms hoje, abasteci cerca de 16,59 litros, média de 24,11Km/L, temperatura ambiente por volta dos 12,5 graus estava um pouco frio, mas agradável.

Beijos fiquem com Deus.

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DE ROBORÉ Á PORTACHUELO NA BOLÍVIA SEXTO DIA

  


Sexto dia

Ontem quando chegamos no hotel na cidade de Roboré, pensei logo que não ia ser fácil a noite, primeiro por estar ainda agitado com os acontecimentos do dia e depois por pensar que nosso café da manhã não seria lá grandes coisas. Confesso que quebrei a cara com as duas situações, primeiro porque dormi como uma pedra e segundo que o café da manhã, apesar de simples foi muito bom.

Saímos de Roboré, por volta das 07h53minm com destino a Santa Cruz de Lá Sierra a cerca de 500 km, ou seja a viagem não seria muito longa mais também não seria curta. O que não incomodava é que a estrada era espetacular e já tínhamos combinado que a velocidade de cruzeiro seria por volta dos 130km/h, que foi ajustada pelo Edison, para 132Km por ele entender que faria a diferença no final. Pode isso? Brincadeirinha (risos).
Como falei a estrada é simplesmente, tudo de bom para pilotar. Primeiro por ser de concreto e segundo pelas belas paisagens que ela nos proporciona. E foi em uma dessas paisagens maravilhosas que nos deparamos com o que os bolivianos chamam de Torre de David e que o site http://www.boliviaturismo.com.bo/chochis.php , trás a seguinte informação:

“Localizado a 2 km e 300 metros da aldeia. A torre tem uma distância de 800 metros de circunferência. É um ícone da Chochís ea Prefeitura de Roboré que amam e estranhos pela cor avermelhada e solidão. Hoje pode fazer subir a própria cimeira. Ao pé da rocha imponente está localizado na, Santuário Mariano de la Torre, lugar de fé e devoção construído por artesãos locais que têm todos feitos neste site, um museu religioso que a pena admirar. Cada 15 de Agosto e uma igreja de peregrinação em honra da Virgem de Asunta, Chochís e portão de proteção é feito, e milhares de devotos que vêm de diferentes partes da Bolívia.”

A experiência foi sensacional, pois encontramos um grupo de jovens que faziam um retiro e nos receberam de forma carinhosa. Aos meus companheiros após a visita, falei que não tem dinheiro no mundo que paga a experiência que tivemos.

Depois do Santuário, partimos em direção a Santa Cruz de La Sierra, onde chegamos por volta das 15:41. Como a gasolina já estava no final, aproveitamos para abastecer as motos, onde encontramos dois brasileiros que estavam na cidade para estudar Medicina. Agora não me lembro o nome deles, mas sei que um vai fazer opção por Oftalmologia e ou outro por Gastro.

Depois do abastecimento fomos a um restaurante para almoçarmos e depois iríamos para uma concessionária BMW, pois um dos faróis auxiliares da moto do Nilton estava queimado e meu para barro, estava faltando um parafuso. Infelizmente a concessionária não estava mais no local indicado pelo GPS e seguimos então em direção a Cochabamba. Nossa intenção era dormir na saída da cidade, mas seguimos em frente por não encontramos hotel.

Em Moreno a cidade mais próxima não encontramos hotel e após conversarmos decidimos que iríamos para Cochabamba. No meio do caminho o Edison nos chamou e falou que estava com receio do trajeto, uma vez que já estava escurecendo e a estrada era estreita. Nova discussão, quando resolvi parar um senhor que vinha em um pequena motocicleta, se teria mais alguma cidade a frente. A resposta veio rápida Portachuelo, perguntamos se tinha hotel e ele respondeu que sim e para nos ajudar nos levou até lá.

Agora são 22 horas aqui Portachuelo, já na Bolívia, andamos 470kms hoje, abasteci cerca de 26,72 litros, média de 17,58Km/L, temperatura ambiente por volta dos 28 graus estava um pouco quente, mas agradável.

Beijos fiquem com Deus.

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