quinta-feira, 18 de maio de 2017

DE MEDELLÍN À SINCELEJO NA COLÔMBIA VIGÉSIMO QUARTO DIA




Vigésimo quarto dia.

Hoje acordamos por volta das 07H:00, vamos rodar o dia inteiro, então tomamos o café da manhã no hotel e partimos em direção à Cartagena.

Saímos do hotel e paramos logo a frente para abastecer as motos. Sair de Medelin foi osso, vira para cá, vira para lá, pega viaduto, passa debaixo de viaduto e finalmente pegamos o caminho certo.

Como já estou acostumado, e acho que vocês também, a Colômbia é um país de montanhas e lá vamos nós subi-las. Saímos de uma temperatura de 26 graus para uma de 15 graus. Aja saúde para aguentar isso.

Nem preciso falar que foi curva atrás de curva, e um monte de caminhões, mas nos saímos muito bem.

Ufa! Acabaram-se as curvas, estrada tava uma beleza. Rodando na velocidade combinada, um pouco a mais quando era reta. Já se passavam das 11H:00 e meu estomago já começa a reclamar. Paramos para abastecer e Ricardo me ofereceu o último biscoito ou bolacha do pacote, foi o suficiente para enganar a fome. Na rodovia, também tinha uma série de barreiras caídas. A chuva aqui vem castigando esse povo. Mas até agora tudo bem.

Não posso falar que está tudo bem que acontece um imprevisto. Olha o tamanho da fila de caminhões e carros. Chegamos na ponta e estrada interrompida pela enchente. O que fazer?

Ah! Lembra da fome? Então todos estavam com fome. Nilton já queria almoçar antes de chegarmos nessa situação, então resolvemos voltar cerca de 15 Km em um restaurante que vi, claro que fui eu, porque o Nilton não enxerga nada, só a estrada, nós e o GPS.

Almoçamos um peixinho. Olha! As melhores horas do dia, sem falar em pilotar, são o café da manhã, o almoço e o jantar, porque ali rola a maior descontração. São piadas, casos, situação de estrada e uma sessão de riso generalizada, o povo aqui deve achar que somos doidos.

Bom o que fazer? Ficamos aqui na estrada até o rio abaixar e seguir viagem, dormimos na cidade um pouco antes, ou atravessamos aquele aguaceiro?

Situação resolvida. Vamos até onde o trânsito parou e se der atravessamos. Pronto! Chegamos. Olha daqui, olha dali, parece perto, uma distância de 200 metros no máximo e resolvemos atravessar. Afinal de contas estamos ou não em uma aventura? Sim, pensei comigo mesmo. Tinha um reboque carregando carro e moto para o lado de lá e trazendo os outros para cá, mas cobrava 50.000 pesos. Achamos caro e resolvemos ir em frente.

Começou a aventura. O outro lado parou de vir carro e caminhão. E lá fomos nós atrás do Reboque e de uma camionete.

Nossa travessia estava tranquila. Ricardo na frente, Eu, Nilton e Edison, desenvolvíamos uma velocidade razoável, tudo de primeira marcha e com aceleração mais forte. Eis que a camionete parou. Aí meus amigos, desculpe a expressão, fudeu (risos).

O cara tinha que parar no meio do caminho? Não. Tinha que manter a aceleração constante. Só que isso não aconteceu e nos prejudicou. Para piorar a situação, começaram a vir carros e caminhões do outro lado. Ai meu Deus! Porque que não paguei os 50.000? Agora não tem jeito. É manter a aceleração alta, de primeira marcha, pés dentro d’água e rezar para que não ocorra nada. Quem fez a medição da distância? 200 metros? PQP quem fez errou feio, deve ter sido mais de 500 metros.

Ricardo ia na frente, quando de repente. Bah Tchê! Lá se foi Ricardo e a moto para dentro d’água. Minha nossa senhora! Parei. A moto apagou. Os caminhões na direção contrária faziam umas marolas que junto com a correnteza, me faziam tremer da cabeça aos pés. Vi que o Ricardo,  conseguiu levantar a moto sozinho e ajudado depois por dois meninos fazê-la funcionar. Dei partida novamente e a moto pegou. Graças a Deus! Mas ainda vinha os caminhões ao contrário. Esperei mais um pouco e a correnteza me empurrando para o lado. Vou cair. Não posso pensei comigo. Força Rogério. Fé em Deus que tudo vai dar certo. Ah! Que bom os caminhões pararam. Consegui andar mais um pouco e a moto apagou novamente. Nossa! Não sei o que faço. Olhei para o lado e Nilton estava me ultrapassando. Falei com ele. A moto apagou. Pobre parceiro de viagem, não tinha nada a fazer a não ser tentar chegar ao outro lado. Ufa! A moto ligou novamente. Aceleração mais forte e conseguimos sair do outro lado. Primeiro o Nilton, depois Eu em terceiro Edison e por fim Ricardo. Graças a Deus. Minha moto estava falhando, não queria desligá-la, fui até o próximo posto. Paramos, para relaxar e acalmar os nervos. Estávamos todos agitados e tremendo. Enfim todos bem.

Estão achando que é muita fantasia? Vejam no youtube no canal do Edison no link abaixo:

https://youtu.be/-ZmHiVBsORA 



Chegamos aqui em Sincelejo, na Colômbia, por volta das 17h:30min, aqui está quente no momento, por volta dos 32 graus.

Agora são 19h41min horas aqui em Sincelejo, andamos 500kms, temperatura ambiente por volta dos 33 graus, chegando no topo da serra a 15 graus. Hoje foi um dia quente, mas bom para pilotar.


Para diversão, vejam o vídeo e reparem na mulher na garupa.





Beijos fiquem com Deus.

Vejam as fotos:













































































terça-feira, 16 de maio de 2017

DE CALI À MEDELLÍM NA COLÔMBIA VIGÉSINO TERCEIRO DIA




Vigésimo terceiro dia.

Hoje não tivemos que acordar cedo. Dou um doce para quem acertar o motivo da nossa saída mais tarde de Cali. Opa! Você ai que levantou o dedo. Responda. Não, não estava chovendo muito. Ah! Você ai de Orleans, pode responder. Nossa! Acertou. Coo sabia que era por causa do Ricardo (risos). Não sabia! Chutou? Pois é, deu um tiro e acertou. O nosso mui digníssimo companheiro de viagem, ontem esqueceu seu casco, digo capacete na loja da Suzuki e a mesma só abria as 08H:30mim, então tivemos que esperar alguém abrir a loja.

Capacete na mão, fomos em direção a Cartagena das índias, no princípio estrada maravilhosa. Retas e mais retas, curvas tranquilas de se fazer, parecia até a 381 em direção a São Paulo, você podia entrar nas curvas na velocidade que vinha. O único problema que tivemos nessa parte, foi atravessar um pedaço da estrada que estava coberto de água, mas foi muito tranquilo.

Paramos para almoçar por volta das 12H:30mim, nosso almoço durou cerca de uma hora. Bifão muito bom, temperado e gostoso.

Partimos lá pelas 13H:00min e não demorou muito tempo para a estrada deixar de ser duplicada e passar a ser pista simples, tudo bem, estrada estava boa. Ops! Foi só falar e lá vem um siga e pare. Nossa! Foi mais de uma hora parado. Imagina o calor. Ainda bem que o tempo estava nublado, mas mesmo assim com essa roupa preta, só me restou jogar um pouco da água que levava no camelback para aliviar o calor.

Demorou a liberação, mas imagina a zona que foi, quando liberaram, tinha mais de 30 motos, na maioria pequenas e lá se foi a boiada,

Não demorou muito e outro siga e pare. Nossa! Já não aguento mais. E assim foram pelos menos quatro, até a estrada estar totalmente liberada.Ah! O motivo dessas interrupções eram a quantidade de barreiras que haviam caído, pois vem chovendo com intensidade aqui na Colômbia.

Vocês acham que acabou? Nada. A estrada agora, além de estreita era cheia de curvas, e toma curva, carregada de caminhões e mais caminhões. Puxa! Será que asfaltaram a estrada da morte?

Chegamos aqui em Medelín, na Colômbia, por volta das 18h:15min, aqui está quente no momento, por volta dos 25 graus.

Agora são 19h41min horas aqui em Medelín, andamos 450kms, temperatura ambiente por volta dos 30 graus, chegando no topo da serra a 16 graus, quente, mas bom para pilotar.

Beijos fiquem com Deus.

Vejam as fotos: