Quadragésimo terceiro dia.
Quero começar meu texto, agradecendo muito a DEUS, por ter me dado a
oportunidade de fazer essa viagem, me protegendo em todos os momentos que precisei,
me fazendo sentir que vale a pena ser uma boa pessoa, um bom filho, um amigo e
um bom pai.
Também quero agradecer meu filho, que hoje está sozinho em casa. Apoiando-me,
chamando minha atenção nos momentos certos, curtindo comigo essa viagem. A Izabella
minha norinha querida, que me manda mensagens de apoio, sempre.
Não podia deixar de agradecer minha mãe Beatriz, meus irmãos, Mirian,
Denise, Gilson e Ana Paula, meus sobrinhos e sobrinhas, Carolina, Victor,
Amanda, Othávio, Bruna, Luciana, Henrique, Flávio, meus sobrinhos e sobrinhas
agregadas, Sandro, Leonardo, Flávia, minha sobrinha e sobrinho neto Letícia e
Márcio, minha cunhada Cristina, meus cunhados Vieira e Ricardo. Sem vocês a
vida não seria fácil.
A todos os meus amigos, que comigo curtem, seja no Whatzap, Facebook ou por e-mail essa viagem.
Ao Nilton, Ricardo e Edison que me aceitaram nessa viagem, sem eles não
seria possível eu estar aqui.
Também especialmente a Érika que tem me ajudado muito a encontrar Deus, em
todos esses momentos que precisei.
Obrigado a todos vocês, não seria possível essa viagem sem o apoio de vocês.
Depois de agradecer a todos, desculpem pela as palavras a seguir. #EUSOUFODA!,
e DEUS ESTÁ COMIGO!
Antes de sairmos de Matehuala, passamos no Banco para pagar uma taxa de saída
do México, demorou um pouco, pois o Ricardo me informou depois que antes de
pagar a taxa teve que passar na prefeitura local.
Saímos já eram mais de 10H:30min, em direção a Laredo no Texas. A estrada é
espetacular, só não é espetacular o preço dos pedágios aqui. O ultimo foi de
$109,00 pesos por moto. Mas vale a pena, pois não tinha um buraco sequer na
rodovia.
Três coisas me chamaram a atenção na rodovia. O calor, as placas que indicam
a presença de água na rodovia, não sei se é para beber ou refrescar e a
terceira a limpeza delas.
Mais uma vez M, me deixou preocupado. Hoje Eu era o responsável por pagar os
pedágios. Fizemos uma caixinha, pois fica mais fácil para acertar as contas
depois. No penúltimo pedágio, esse antes de Monterrey, custei a colocar a moto
no neutro. Alicateei a embreagem. Espera ai! Alicateei, isso mesmo. É o termo
que o Catarina Nilton usa para o ato de apertar a embreagem. Senti que ela
estava sem pressão. Quando fui arrancar a moto depois de ter pagado o pedágio,
assim que coloquei a primeira marcha ela apagou. Putz! Agora danou-se tudo, sem
embreagem vai ser dureza arrancar. Liguei M novamente, e coloquei em segunda
marcha e arranquei. Graças a Deus ela foi embora sem apagar. Mais um pouco
adiante, falei com o Nilton que minha embreagem não estava nada boa e falei com
o Ricardo através do intercomunicador que assim que aparecesse uma descida
iríamos parar para eu passar o dinheiro dos pedágios para alguém.
Depois da parada para o repasse do dinheiro dos pedágios, fomos em direção a
Monterrey. Não sei por que, mas lembrei do Zorro e do Sargento Garcia (risos).
Eita! Infância boa a minha. Chegamos a Monterrey e fomos direto para uma
concessionária BMW. Para falar a verdade não fomos muito bem recebidos. O
tratamento é diferente aqui. Iríamos aproveitar que o pessoal iria olhar a
embreagem e trocar os pneus, pois a M, estava precisando de uma nova sapatilha
traseira, uma vez que o pneu (MAXIS) que coloquei em Quito, já estava apresentando
um desgaste muito grande e o pneu do Nilton também já estava com sinais de
desgaste. Não conseguimos nada com o pessoal da BMW. Somente o mecânico Diego é
que olhou a embreagem, fez uma sangria e aparentemente a embreagem voltou ao
normal. Aparentemente porque na fronteira com os EUA ela voltou a ficar frouxa.
Saímos de Monterrey sem trocar os pneus. O calor chegava à casa dos 46,5
graus, fora o bafo que subia do asfalto. Insuportável. E lá se vão mais uns 200
Km até a fronteira dos EUA. Aqui o calor é intenso e já com o pneu combalido,
paramos em um posto para abastecer as motos e nós. Eis que estou parado na
bomba de gasolina, quando o frentista, falou comigo que meu pneu traseiro
estava furado. Lá vai novamente o Ricardo e o Nilton, colar o furo. Eles podem
montar uma borracharia quando voltarem ao Brasil são muito bons nisso. Pneu
colado e moto abastecida aproveitei a água do posto para molhar minha camisa e
cabeça. Que calor é esse minha gente!
Hoje rodamos, cerca de 550 Km. Agora são 22H:10min, aqui em Laredo, nos
Estados Unidos. Aqui está quente, a temperatura agora é de 31 graus.
Pode falar sou Foda não é mesmo. Vai gostar de moto assim.
Beijos fiquem com Deus.
Vejam as fotos: