domingo, 14 de maio de 2017

DE PASTO À CALI NA COLÔMBIA VIGÉSIMO PRIMEIRO DIA



Vigésimo primeiro dia.

Jantamos ontem a noite e é claro que tomamos umas, para relaxar. Já acordaram? Pois é eu já e agora são 06H:00 da manhã aqui em Pasto na Colômbia, duas horas a menos em relação ao Brasil.

O hotel que ficamos tinha café da manhã, então hoje, foi só tomar o café e ir abastecer as motos.

O dia aqui começou frio e com cara de chuva. Temos notícias que a carretera é perigosa e cheia de curvas, mas vamos lá enfrentar o desafio;

A carretera, não é nada daquilo que pensávamos. É pior, cheia de curvas, são aproximadamente 100 Km de curvas e mais curvas. Além disso, uma série de barrancos que desabaram com as chuvas dos últimos dias. Para piorar a situação, ficamos quase meia hora parados, naquele sistema siga e pare. Assombroso, pois ficamos bem ao lado de um enorme barranco, se ele caísse não estaria escrevendo o blog hoje.

Durante o percurso, senti a M um pouco instável, rebolando, como foi ontem. Só que hoje era curva em cima de curva. Fiquei travado durante uns 80 Km, não conseguia fazer direito as curvas. Coisa sinistra. Perguntei ao Nilton se meu pneu estava vazio, pois M estava dançando, como se estivesse e um salão de festas. Ele respondeu que a moto dele também estava do mesmo jeito. Uma das razões eram as faixas que dividiam as pistas, aqui parece que escorrega feito sabão. Mas tudo bem pilotei com tranquilidade até pararmos para almoçar.

Depois do almoço, tempo seco, abastecemos as motos e os últimos 140 km foram bem melhores, conseguimos desenvolver no trecho. Gaúcho mostrou suas habilidades de piloto. O cara mandou bem nas curvas. Uma coisa interessante por esses países que passamos, foi a quantidade de pessoas amontoadas na moto, sem capacete, carregando crianças, coisa de doido.

Aqui na Colômbia não pagamos pedágio, mas o lugar para passar é muito estreito, mas durante o trajeto, foram poucos também e isso passou batido. Uma coisa que reparei, foi que nas cabeças de pontes e em algumas cidades, o exército se faz presente. O mais engraçado é que nós passamos o dedo polegar é levantado por todos do posto. 

Chegamos aqui em Cali, na Colômbia, por volta das 16h:25min, aqui está quente no momento, por volta dos 25 graus.

Agora são 18h31min horas aqui em Cali, andamos 387kms, temperatura ambiente por volta dos 14 graus, frio à 25 graus, mas bom para pilotar.

Beijos fiquem com Deus.

Vejam as fotos:






































sábado, 13 de maio de 2017

DE QUITO NO EQUADOR À PASTO NA COLÔMBIA VIGÉSIMO DIA






Vigésimo dia.

Acorda ai pessoal! Já cinco horas da manhã aqui e temos que arrumar as coisas da moto e trocar de roupa. Pronto! Tudo arrumado e lá vamos nós em direção à Colômbia.

O hotel que ficamos, não tinha café da manhã, então como vocês já sabem, pé na estrada porque daqui a uma hora mais ou menos, vamos parar para tomá-lo.

O dia começou frio e com cara de chuva. Tenho que tomar cuidado, porque M está com apenas uma sapatilha nova e ainda pode haver cera, o que dificulta um pouco a pilotagem, ou melhor, fico me borrando com medo dela escorregar.

Já na carretera, tivemos um pequeno problema. Como estamos acostumados a não pagar pedágio, fomos eu e o Nilton, para o cantinho da pista, e ai ferrou tudo. Lá na frente um segurança mandou que voltássemos para a pista porque moto paga aqui. Vocês não imaginam a dificuldade que foi, a M ainda estava perto da entrada , mas a moto do Nilton, tinha entrado uns três metros. E lá se vai empurrar a moto, morro acima, nossa que dificuldade.

Passado o perrengue do pedágio, mais a frente paramos para toma café. Era no alto da montanha. O mais interessante de tudo, foi a cachorrada em cima do telhado do restaurante.

Saímos do café por volta das 08H:00, logo após algumas curvas senti a traseira da M rebolar. Achei estranho, não estava em uma danceteria, porque ela rebolava/ Chamei o Ricardo para perto de mim e perguntei se meu pneu estava baixo, ai veio a resposta ruim, estava sim. Paramos mais a frente e precisei pegar emprestada a bomba do Edison, que não resolveu muita coisa. Enquanto isso Nilton olhava no GPS se existia uma gazolineira mais a frente, Ele achou a cerca de um quilômetro e meio, fomos eu o Ricardo na frente para encher o pneu. Estava enchendo o pneu e conferindo a calibração, quando para minha surpresa o bico soltou na minha mão. Por sorte a cerca de 50 metros havia uma vulcanizadora. Agora era retirar a roda e levar o pneu para consertar.

Pneu consertado e voltamos para a estrada. Que dureza, muitas curvas, um pouco de chuva, muita chuva, um pouco de chuva e nos deparamos com um engarrafamento monstro. Por sorte a pista contrária estava vazia, passamos por dezenas de carros e caminhões. Logo nos deparamos com o motivo daquele trânsito danado. Parece que estava acontecendo uma prova de ciclismo na Rodovia Panamericana. E lá se vão mais de trinta minutos atrás do último ciclista. A minha vontade era passar perto e falar para ele, segura ai que vamos chegar mais rápido. Contamos com a colaboração do batedor que nos deixar passar, pedindo apenas tranquilidade para não atropelar nenhum ciclista.

Voltando ao nosso ritmo normal e trafegando pela estrada sinuosa, chegamos perto de uma pequena cidade. Trânsito parado. Nilton, estava na frente, desceu da moto, começou até a dançar, esse cara é animado. A policial que controlava o trânsito, resolveu mandar os carros para um desvio, quando Nilton, com sua lábia de Catarina, convenceu a policial a nos deixar passar no meio da festa, foi muito legal.

Chegamos à divisa do Equador, com a Colômbia, trânsito infernal, mas damos um jeito de passar na frente de todos os carros que se amontoavam. Fomos a aduana do Equador, para darmos saída. Apresentamos os passaporte e a carteira internacional de vacinação. Nesse tempo Gaúcho, teve que voltar onde estava a moto para pegar sua carteira. O cara não voltava, era uma coisa rápida a se resolver, só pegar os documentos e voltar para a aduana. Chegamos perto das motos, quando vimos o gaúcho, com todos seus documentos espalhados. Estava ele lá, chateado, pois não encontrava a tal da carteira e sem ela não entraria na Colômbia. Papo vem, pão vai, e ele falou que não achava e que dali ele voltaria para o Brasil. Não mais que de repente uma Colombiana eu acho, falou para ele que arrumava um documento que comprovaria que foi vacinado. Eba! Situação resolvida, só que custaria trinta doletas, mas valia a pena. E lá se foi o rapaz indicado para confeccionar o documento. Nisso Edison lembrou onde estava sua carteira, mas ai já era.

Da aduana, fomos para outro local, para dar entrada nas motos, coisa rápida. Mas Enfim tudo certo. Escolhemos a cidade mais próxima da aduana para passar a noite, amanhã vamos em direção a Cali.

Chegamos aqui Pasto, na Colômbia, por volta das 17h:15min, aqui está frio, por volta dos 15 graus.

Agora são 18h54min horas aqui em Pasto, andamos 320kms hoje, os abastecimentos não puderam ser contabilizados hoje, temperatura ambiente por volta dos 14 graus, frio, mas bom para pilotar.

Beijos fiquem com Deus.

Vejam as fotos:


































MITAD DEL MUNDO = DÉCIMO NONO DIA



Décimo nono dia.

Hoje vamos completar mais um sonho. Primeiro de tudo foi fazer essa viagem fantástica. Segundo conhecer mais um país. Terceiro ver as linhas de Nasca. Quarto, se é que se pode dizer assim, dividir o mundo ao meio.
Saímos por volta das 09H;00 com dois objeti
vos. Conhecer Mitad del Mundo e trocar as sapatilhas da M e trocar o pneu dianteiro da moto do Edison.
Lá vamos nós. GPS configuras? Acho que sim. Mas sabe como é, desconfiança acima de tudo nos GPS, mas sei que chegaremos lá de qualquer forma.

Chegamos à cidade de Mitad del Mundo, onde tomamos o café da manhã, pois no hotel que ficamos não tinha. Que coisa linda, dá arrepio só de pensar. Você tem que vir aqui um dia, vale a pena.

Estava eu, na minha metade. Não queria dividir com ninguém. Que coisa maravilhosa. Uma sensação tão boa como conhecer o Coliseu na Itália, a Torre Eiffel em Paris, o Big Bem em Londres, Machu Picchu no Peru, entre outros lugares que Deus me deu a oportunidade de ir conhecer “In Loco”.

Não preciso dizer que a visita foi rápida, mais proveitosa. Tínhamos ainda outro compromisso a ser cumprido. E olha. Foi dureza cumpri. Rodamos mais de 170 Km dentro de Quito para finalmente achar um lugar para trocar os pneus. Isso sem falar que não foi possível trocar os dois que eu queria.

Voltamos ao Hotel debaixo de chuva. Não levei máquina, nem Go Pro, muito menos celular. Lembram que meu celular deu “pau”. Pois é, na volta passamos em shopping para jantar e aproveitar para que eu comprasse meu celular. Afinal de contas, acho que eu conectado e não consigo mais ficar sem o danado.

Uma coisa interessante, foi a curiosidade das pessoas ao ver nossas motos. Todos querem tirar fotos. Muito legal o dia. Apesar de cansativo.

Amanhã partimos para a Colômbia. Segundo consta a estrada é cheia de curvas e serras. Vamos ver no que vai dar.

Beijos fiquem com Deus.

Vejam as fotos:




























sexta-feira, 12 de maio de 2017

DE HUAQUILLAS À TUMBACO EM QUITO NO EQUADOR - DÉCIMO OITAVO DIA




Décimo oitavo dia.

Boa Noite pessoal! Mais um dia sem acordar muito cedo, marcamos de encontrar no restaurante do hotel por voltas das 07H:30min, desta vez foi o Ricardo que perdeu hora diz ele que o celular não carregou, pois o pino da tomada aqui é aquele chato, sabe como é não? Tomamos o café da manhã, acho que foi o mais fraco de todos até hoje, mas estávamos tranquilos, pois já tínhamos arrumados as motos antes de ir para o café, conforme combinamos ontem a noite.

Nossa meta hoje é chegar a Quito, capital do Equador, são mais de 550 km. O engraçado aqui é quando você pede informação de quantos quilômetros são ele informam é o número de horas que você vai gastar até onde quer chegar.

Paramos no posto para abastecer, o preço da gasolina aditivada é US$2,12 e a outra que é chamada de super US$1,48, isso mesmo pessoal as coisas aqui são em dólares americanos, chic não?

Partimos em direção a Quito, por volta das 08:15min, aqui o trânsito, é muito mais tranquilo do que no Peru. As estradas são do mesmo padrão do Peru, na maioria gente, ou seja da gosto de andar.

Saímos da cidade e mais uma vez o GPS do Nilton, junto com o do Edison, resolveram nos mandar para dentro da cidade. Por sorte, um motociclista nos ajudou levando até a saída correta.

Bom, agora era só “enrolar o cabo” e rezar para a estrada continuar a ser boa. Era, mas com alguns trechos de pista simples, boa na minha avaliação.

Estávamos indo em direção a Guayaquil, mas novamente fomos enganados pelo GPS, dessa vez o danado nos mandou para um serra, e que serra, chuva, curvas sinuosas, neblina, trânsito intenso, tudo que tínhamos direito.

Paramos antes um pouquinho de a chuva começar e colocamos as roupas de chuva. Nilton, agora pega no meu pé, fala que deixei de falar “é uai” para falar “é ué”, eu mereço.
Um pouco mais a frente paramos para um lanche, já por volta de meio dia, era para ser um almoço, mas hoje ninguém quis arriscar, como fizemos eu e o Edison, ontem. Edison brincou que podia chover bastante para que as motos fossem lavadas, logo eu e o Nilton retrucamos, chover na serra nem pensar e moto a gente lava no posto.

Tomamos novamente o rumo para Quito, foi dureza, mas conseguimos sair tranquilos. Uma coisa me chamou a atenção aqui, a velocidade dos ônibus, os caras aceleram com vontade. Outra coisa também, pela primeira vez, fora do Brasil tivemos que pagar pedágio. Vale lembrar que na Bolívia e Peru, se você for viajar de moto, nos pedágios, pegue sempre o canto esquerdo, pois a passagem é livre. Pagamos US$0,20 por moto, nosso anfitrião Nilton fez as honras da casa, mas o sabichão está falando que é US$2,00, não custa nada tentar né? (risos).

Estrada boa, trânsito intenso e lá vem a chuva. E que chuva, não parou até chegarmos no hotel, culpa do Edison que pediu para chover. Estou seco, com o pé molhado, minha bota não suportou. Outra coisa que não suportou foi as sapatilhas da M, vou ter que presenteá-la com novas, mas também já rodaram mais de 25.000km.

Chegamos aqui em Tumbaco no Equador, por volta das 19h:00min, frio. Para se ter uma ideia, saímos com calor por volta dos 26 graus, na estrada subiu para 33 graus e chegamos aqui com 12 graus, Não sei se esse corpinho aqui vai aguentar.

Agora são 22h07min horas aqui em Tumbaco, andamos 538kms hoje, abasteci cerca de  galões 8,21, o que equivale a 31 litros, temperatura ambiente por volta dos 10 graus, frio.

Ah! Ia me esquecendo. Ontem tirando fotos com meu celular enquanto pilotava, crianças não façam isso, deixei o danado com a câmera ligada no meu bolso. Resultado, celular foi pro “saco”, estou incomunicável, vou ver se compro outro amanhã.

Beijos fiquem com Deus.

Vejam as fotos: